Experience
celiacloureiro
Começar por dizer que o combustível que me move enquanto escrevo hoje é esta faixa de Ludovico Einaudi, que ouvi ad nauseam enquanto escrevia o meu romance histórico de 2014, A Filha do Barão.
Nem tudo é uma maravilha quando se toma medicação para PHDA. Bastam-me 30mg de Elvanse para sentir que estou a descer uma rampa muito íngreme a toda a brida, montada num skate demasiado pequeno para mim e já sem agilidade nenhuma para me escapar a eventuais obstáculos. Parece que entro numa cápsula de tempo e o temporizador está a contar: estás a rentabilizar o valor do medicamento? O seu efeito químico está a cumprir o prometido? Já produziste alguma coisa sob o seu efeito? E a ansiedade - embora não tão intensa como a que a Ritalina me causava - é como uma garra em torno do meu pescoço. Atrás de mim, um coro de cápsulas rosa e brancas: Trabalha, trabalha, trabalha!
Hoje é dia de traduzir. É dia de avançar nos trabalhos de Mestrado. É dia de preparar a apresentação que farei perante as escolas secundárias de Bragança esta semana. Uff.
No sábado, nadei. Não nadava há imenso tempo. É incrível como o corpo guarda a memória dos gestos, de desbravar outras águas. É incrível como tudo fica silencioso para lá do tanque, mesmo sem medicação nenhuma para concentração. O corpo é quem comanda.
Esta noite, sonhei que tinha três bebés recém-nascidos de tamanhos diferentes (um deles era mesmo muito pequenino). Os sonhos não têm cheiro - creio eu -, mas eles cheiravam a leite materno e davam-me muito conforto quando encostados ao meu peito. Acordei a sentir as mamas sensíveis, mas com o estranho aconchego de ter acabado de me despedir dos meus filhos saciados, metidos em babygrows e deitados lado a lado, todos aninhados para dormir.
Não quero dizer que estou cansada - outra vez não. Quero apenas dizer que, com medicação, com conversas, mesmo com muitas horas dormidas (um sono quase químico, embora não tome nada, porque desligado de todo o mundo ao redor), continuo a sentir que os eventos que tenho pela frente me deixam... drenada.
Vamos lá. Daqui a dez dias sai o meu livro novo. Ei-lo:
Sinopse:
Será que Salazar nunca percebeu que a guerra no ultramar era um caso perdido?
Terá Pedro Álvares Cabral realmente acostado no Brasil por engano?
Estaria Hitler a delirar quando decidiu invadir a Rússia de Estaline?
É frequente contar-se a História a partir dos grandes feitos dos vencedores. Não é o caso deste livro. Erros Crassos da História visita os momentos menos iluminados de diversos nomes incontornáveis dos seus tempos, dando a conhecer enganos incríveis que marcaram a sua reputação, mas também o próprio rumo do Mundo. Aqui desvendamos decisões que levaram à perda de vidas humanas, a prejuízos incontáveis, ao desfecho de conflitos sangrentos, ao rumo e futuro de impérios e de nações, que poderão mesmo ter influenciado a forma como vivemos hoje.
Encontramo-nos, assim, perante uma abordagem diferente a pessoas e acontecimentos que continuam a causar intriga, fascínio e horror, demonstrando que também os mais hábeis e com maiores responsabilidades falham, e que as consequências desses erros podem ter mudado o mundo.
Link para espreitarem a preview/índice e para pré-venda em livro ou e-book: aqui.
